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Que a educação continuada é uma ótima alternativa para manter colaboradores engajados, motivados, atualizados e bem informados, não há mais dúvidas. O e-learning, uma das modalidades da EaD (educação a distância), faz uso da internet como suporte e está se mostrando capaz de reduzir o turnover e melhorar o desempenho operacional de qualquer empresa. Os números comprovam: o relatório da ASTD 2012 State of the Industry Reports, por exemplo, estima que foram investidos mais de US$ 156 milhões pelas empresas americanas somente em 2014. Destes, mais da metade foi investida em treinamentos oferecidos dentro das organizações. Além disso, de acordo com a Global Industry Analysts, o modelo e-learning vai movimentar cerca de US$ 107 bilhões até o final de 2015. Se a dúvida é em relação à adoção das empresas pelo modelo a Bersin & Associates afirma: 30% dos treinamentos corporativos já são e-learning.

Por que o e-learning?

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Alguns fatores como redução de custos, maior agilidade, acesso de qualquer hora e lugar, autonomia do aluno e um sistema ecologicamente correto respondem. Mas o fator econômico ainda é o que chama mais atenção. Segundo o Institute of Management and Administration Survey, as empresas economizam de 50% a 70% quando substituem treinamentos presenciais por e-learning.

Considerando que o treinamento presencial é mais caro, proporcionalmente, para pequenas e médias empresas, esse grupo está cada vez mais optando por e-learning, já que é o modelo mais conveniente e atrativo financeiramente – muitas vezes é a única opção. Há pouco tempo, os custos necessários para elaboração de projetos EAD eram muito altos, visto que o curso era um grande sistema com seus recursos próprios. Hoje, no entanto, há empresas especializadas em fazer o serviço, o que poupa tempo, foco e dinheiro das organizações.

Como calcular os custos de um programa e-learning

Vários fatores influenciam o gasto médio por trabalhador com a EAD, incluindo o tamanho da empresa. Isso significa que o custo para desenvolver e administrar uma hora de treinamento em uma grande empresa é distribuído e compartilhado com mais funcionários do que em uma pequena empresa. Por causa disso, pequenas e médias empresas precisam organizar os investimentos na sua estratégia de treinamento e desenvolvimento (T&D) e definir como alocar os investimentos em produção de conteúdo, infraestrutura, distribuição e gestão.

Como nem sempre é possível e indicado fazer isso sozinho, a recomendação é que essas empresas procurem parceiras capazes de ajudá-la a desenvolver uma cultura de aprendizagem na organização. A tarefa é desafiadora, e por isso exige bastante planejamento e uma análise de como as organizações estão fazendo. Basear-se em bons exemplos e cases com melhores práticas é sempre uma boa ideia, afinal.

 

fabricadecursos_2016_98_elearningeconomico05Plataformas de aprendizagem

O mercado de e-learning cresce a cada ano, e uma dessas variações que tem se destacado é a plataforma de aprendizagem, também chamadas de LMS. De acordo com uma análise feita pela Ambient Insight chamada Growth, de 2011 a 2016, estes subsetores devem crescer de formas diferentes. A Bersin & Associates levantou que dos 500 provedores de LMS, apenas cinco possuíam 4% do market share. O Moodle por exemplo, tem atualmente 30% do subsetor de LMS para governo e educação e o Totara, considerado o Moodle para Universidades Corporativas, já conta com alguns milhões de usuários na sua base de clientes: BRF, UNICEF, Google, Tesco, Bridgestone e muitas outras grandes empresas. De acordo com outro estudo da Bersin Industry, a expectativa de investimentos em LMS em 2013 era de US$ 1,9 bilhões. Mas o mercado superou esta expectativa e fechou o ano de 2013 com US$ 2,55 bilhões de investimento neste subsetor, ou seja, aproximadamente 30% a mais. Há um consenso global de que mercado mundial de e-learning vai continuar crescendo rápido e de forma significativa nos próximos três anos.

Treinamento autoinstrucional

O treinamento autoinstrucional (self paced learning) permite que os alunos estudem no próprio ritmo, sem data de início fixa ou datas de conclusão ou de atividades, e por isso tem sido adotado por empresas que entendem a necessidade de dar liberdade para o colaborador organizar o seu tempo e como irá aloca-lo para as ações de capacitação. Mesmo que o treinamento autoinstrucional forneça toda essa liberdade, a organização pode estabelecer um período de tempo fixo paras a conclusão geral, ou seja, a finalização do curso.

Os investimentos no modelo de treinamento atingiram US$ 35,6 bilhões em 2011 e com a taxa de crescimento de 7,6% ao ano. Seguindo essa tendência, até 2016, a perspectiva é de seja investido US$ 51,5 bilhões em produção de conteúdos neste modelo. 

Em resumo, o e-learning é econômico para as empresas, que continuam investindo em treinamento e gerando capital intelectual. Ao mesmo tempo é bom para os colaboradores, que podem aprender no seu ritmo e de qualquer lugar.

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