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O número de empresas brasileiras que atualmente investe em treinamento corporativo é crescente no país.  

Um treinamento dinâmico e atrativo facilita a efetiva aprendizagem, contribuindo para que as metas estabelecidas pelos gestores sejam alcançadas promovendo o crescimento das empresas.

Mas ainda há o dificultador de se identificar se realmente essa relação está acontecendo.

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Apesar dos desafios, as equipes de T&D têm se esforçado para comprovar o quanto capacitar os colaboradores é necessário. De acordo com a 12ª edição da pesquisa O Panorama do Treinamento no Brasil, da ABTD, que considera fatos, indicadores, tendências e análises dos anos 2017/2018, e traça o perfil dos investimentos que estão sendo feitos na área de T&D, seus reflexos e os pontos que necessitam de atenção e melhoria, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer.

 

 

Para que se tenha uma ideia, apesar do valor de 10% sobre a folha de pagamento que as empresas brasileiras investem anualmente, ainda está muito distante dos EUA - que é referência nesse formato de capacitação, apresentando indicadores com valores mais altos - mesmo tendo percentual mais baixo - 4,25% sobre a folha de pagamento. Isso mostra que a folha das empresas do Brasil é menor do que desse país.

 

"A pesquisa reforça o quanto é importante investir na área de T&D e mostra como as empresas devem calcular esse investimento anualmente, considerando que o primeiro passo é identificar os indicadores financeiros que dão suporte ao trabalho das equipes de treinamento."

 

O investimento em T&D este ano no Brasil foi de R$ 788,00 por colaborador, o que representa um crescimento de 21% em relação ao ano anterior, o que é um indicador do crescimento anual, mesmo que abaixo do país líder mundial. Uma informação interessante é que quanto maior a empresa, menor o investimento por colaborador. As companhias com mais de 5.000 colaboradores investiram em média R$ 388,00 por colaborador para o mesmo período.

 Ainda enfrentando a crise e as incertezas na economia do país, em 2017, as empresas brasileiras destinaram 0,63% do faturamento anual bruto para o investimento anual em T&D, que representa um crescimento de 37% em relação ao anterior.

 As empresas organizam seu orçamento anual em T&D baseadas nos indicadores, no qual a percentagem é o nível de relevância de cada um deles. Nos últimos 4 anos houve pouca variação, sendo as maiores, neste ano, sobre o faturamento e sobre a folha de pagamento, que ambos cresceram 15% em importância em relação aos outros.

 

1006_TeD_ganha_espaço_nas_empresas_brasileiras_revela_pesquisa_3Critérios para definição da verba anual de T&D

 

Ter parâmetros para organizar um planejamento de verbas faz toda a diferença. Tomar decisões baseadas em resultados, mudança de comportamento e números diminui, sensivelmente, os riscos. Nesse processo há um item muito importante e essencial que é o capital previsto para as ações. Os números do país, numa ordem de preferência, ainda de acordo com a pesquisa, são eles:

 

 

  • 59% -  Previsão - Considerando valores dos anos anteriores;
  • 52% - Previsão - Considerando planejamento futuro;
  • 17% - Porcentagem sobre a folha de pagamento;
  • 17% - Valor fixado, independente do faturamento;
  • 16% - Porcentagem sobre o faturamento;
  • 12% - Indicadores de mercado;
  • 6% - Quantidade de horas de treinamento, por efetivo da empresa.

 

Quando se fala de capacitação, a pesquisa aponta o volume de treinamento aplicado. Com o investimento feito, o volume é de 21 horas por colaborador - indicador que teve pouca variação em relação ao ano anterior, no entanto ainda treinamos 36% menos por colaborador que as empresas nos EUA. E quanto maior o número de colaboradores, menor o volume; as empresas de 5000 colaboradores treinam muito menos que as demais, apenas 11 horas por colaborador. E a cada ano se confirma que a indústria é sempre o setor que mais investe em treinamento de seus colaboradores, sendo: 24 horas por colaborador e as empresas multinacionais, as que treinam 50% mais horas por colaborador que as empresas nacionais. E o setor público é o que menos treina seu pessoal, sendo 15 horas anuais por colaborador.

 

Equipe qualificada faz toda a diferença

 Todo esse trabalho precisa de uma equipe preparada para gerenciá-lo. Mas, a média de profissionais na área de T&D quanto maior a empresa, menos profissionais atuando. Quer desenvolver um trabalho mais qualificado? Então invista em sua equipe! Esse ponto merece atenção, porque em média cada profissional está gerenciando 770 colaboradores. E esse número está crescendo anualmente.

 

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Estratégias da área de T&D

 É relevante para as empresas identificarem como a área de T&D está estruturada e o índice de absenteísmo obtido em seus projetos. O absenteísmo é oneroso e dificulta o alcance de objetivos, afetando assim a eficiência e os resultados. Ele pode ser causado diversos por motivos, de familiares ou pessoais, dificuldades financeiras e de transporte, por doenças, a falta de motivação para o trabalho etc.

 

 

 

O destaque nesse ponto é para a universidade corporativa no país que cresceu 47%, comparado ao ano anterior. Veja os números!

  • 87% das empresas trabalham com um orçamento anual de T&D;
  • 28% das empresas possuem uma universidade corporativa;
  • 12% é o índice de absenteísmo nas ações de treinamento.

 

Treinamento fora do trabalho

As empresas tratam o T&D realizado fora do expediente com cuidado e por segmentos de forma diferente:  40% da Indústria, Comércio e Serviço tendem a não realizar treinamento fora do horário de trabalho. Quando ocorrem fora do expediente, como nos cursos obrigatórios, a Indústria considera 38% como hora extra e do Comércio 33% como banco de hora. E 20% das empresas desses setores consideram como carga horária não remunerada para os cursos não obrigatórios.

 

1006_TeD_ganha_espaço_nas_empresas_brasileiras_revela_pesquisa_1As métricas para alocação de verba para a área de T&D

 O investimento e a eficiência da área de T&D são aliados no desenvolvimento de um projeto de treinamento corporativo qualificado. De nada adianta ter boas ideias, se não houver verba para implementá-las. T&D faz seu planejamento com base nas necessidades da empresa, considerando os setores que se beneficiarão de treinamentos.

 A distribuição de gastos, de acordo com a pesquisa, indica o seguinte:

 

  • Treinamento formal - 61%;
  • Treinamento no ambiente de trabalho - 26%;
  • Despesas não relacionadas do treinamento - 13%.

 

 Comparado com 2017, houve queda no volume de treinamento formal, em relação ao treinamento no ambiente de trabalho, o que vem ocorrendo desde o ano de 2015.

 

Destaque para o aumento do treinamento no local de trabalho e para sua avaliação com a teoria 70:20:10.

Essa sequência de números indica que:

  • 70% do aprendizado acontece com a prática no ambiente de trabalho;
  • 20% nas relações sociais;
  • 10% em treinamentos formais.

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Distribuição de gastos em T&D

 Veja agora estes números que representam o quanto as empresas gastam com seus treinamentos:

  • •  49% com atividades terceirizadas;
  • •  38% com despesas internas;
  • •  13% com cursos curriculares.

 

 

Olhando para estes percentuais, o indicador de gastos com atividades terceirizadas cresce, mostrando aumento de 4% em 2017 e 11% nos últimos 4 anos. Isso está sendo alavancado pelo fato da despesa interna está diminuindo.

Analisar esses números sempre traz informações relevantes para os ajustes necessários nos projetos de T&D que, quando bem gerenciados alavancam o crescimento das empresas, tornando as mais eficientes e competitivas no mercado.

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